Conheça o caso do menino americano sentenciado à pena de morte e inocentado 70 anos depois

Um caso chocante de pena de um puro aconteceu no estado da Carolina do Sul, nos Estados Unidos. O menino George Stinney, de 14 anos, foi sentenciado e executado em 1944, mas uma juíza da mesma incisão declarou sua inocência em 2014, 70 anos em seguida a sua morte.

Uma postagem no Facebook, de agosto de 2018, descreveu os principais fatos associados ao caso de George Stinney. No entanto, o que ocorreu de verdade foi que, em 2014, uma juíza da Carolina do Sul anulou a pena do garoto com base no roupa de que seu julgamento e realização violaram seus direitos constitucionais no processo.

O juvenil preto teria sido sentenciado por homicídio. George Junius Stinney Jr., de sucessão africana, foi a pessoa mais jovem a ser executada no século 20 nos Estados Unidos. Levante jovem preto tinha somente 14 anos no momento de sua realização na cadeira elétrica. 70 anos depois, sua inocência pode finalmente ter sido reconhecida na Carolina do Sul.


George Stinney Jr., 14 anos.

Detalhes sobre o caso

Do julgamento à sala de realização, o menino sempre teve sua Bíblia em suas mãos e alegava sua inocência. George foi injustamente denunciado de massacrar duas garotas brancas (Betty e Mary), cujos corpos foram encontrados nas proximidades da lar onde moravam o menino e seus pais. Naquela idade, todos os membros do júri eram brancos. O julgamento durou 2h30, e o júri tomou a decisão de sua sentença em somente 10 minutos.

Betty e Mary
Betty e Mary

Os pais do garoto foram impedidos de participar do julgamento e depois receberem ordens para deixar a cidade. Antes de ser julgado, George passou 81 dias retido e não teve a chance de ver seus pais pela última vez. Um filme (Carolina Skeletons) foi produzido para relatar a história do menino em 1991.


Trecho do filme: Carolina Skeletons, 1991

Oficialmente, a juíza responsável pela última decisão referente ao caso não declarou a inocência do menino, mas anulou a pena por que julgou a decisão inconstitucional. Carmen Tevis Mullen, a 14ª juíza da Comarca da Carolina do Sul, tomou sua decisão em 2014.

No documento, a juíza disse que: “Na tarde de 23 de março de 1944, Betty June Binnicker, de 11 anos, e Mary Emma Thames, de 7 anos, não voltaram para a lar na cidade rústico de Alcolu, na Carolina do Sul. Na manhã seguinte, seus corpos foram descobertos em uma vala. Os crânios de ambas as garotas haviam sido esmagados e uma das bicicletas das garotas estava em cima de seus corpos. George Stinney Jr. foi levado em custódia algumas horas depois e confessou ter assassinado as meninas depois de sua mortificação”.

O réu foi julgado pelo homicídio em 24 de abril de 1944. Um júri masculino todo branco foi selecionado e o julgamento foi concluído no mesmo dia. Vale expor que nenhuma confissão escrita do menino existe nos registros do caso.

Em 16 de junho de 1944, George Stinney Jr., 14 anos, foi executado. De conformidade com as testemunhas, a máscara que tampava seu rosto caiu durante a realização, mostrando suas expressões. No momento ele chorava enquanto sentia a enorme dor da descarga elétrica de 2,400 volts. Foram necessárias três descargas para mata-lo.

Mais de 70 anos depois da pena, o julgamento foi considerado inconstitucional, já que, provavelmente, a confissão do menino foi coagida e seu jurista sequer tentou defendê-lo. A seleção do júri também foi marcada por um poderoso preconceito racial e influenciou o veredito.

Crédito da imagem da capote: Filme Carolina Skeletons, 1991.

Fontes: Snopes, Wikipedia

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