Coronavírus mudou pouco desde que saiu dos morcegos, aponta estudo

Desde os primeiros casos da covid-19 em humanos, muitas dúvidas surgiram porque, no termo das contas, pouco se sabia sobre a doença. A China deu lugar ao primeiro epicentro, mas logo a doença se espalhou pelo mundo, se tornando a pandemia que vivemos hoje.

Sabe-se que a doença é do tipo zoonótica, isto é, surgiu primeiro em animais e, a partir deles, se transmite a humanos. Acredita-se que o primeiro hospedeiro do coronavírus foram os morcegos.

Um novo estudo conjunto entre cientistas belgas, britânicos e estadunidenses, publicado na revista científica PLOS Biology, aponta que de lá para cá o vírus sofreu poucas alterações.

O principal esforço do estudo é identificar as origens do vírus. Sabe-se que os primeiros casos surgiram em Wuhan, na China; existe a suspeita muito poderoso de que o vírus evoluiu em morcegos e atingiu o ser humano.

TRANSFORMAÇÕES DO VÍRUS

Uma das principais descobertas do estudo é justamente a de que o vírus não mudou tanto. Houveram sim mutações, mormente na proteína spike, responsável pelas variantes que vem assustando o mundo.

A covid-19 se destaca por um motivo muito reptador, conforme explica o comparte da pesquisa, Sergei Ponde:

geralmente, vírus que infectam uma novidade espécie de hospedeiro levam qualquer tempo para adquirirem as adaptações necessárias para conseguirem se propagar tanto quanto o SARS-CoV-2, sendo que muitos deles não sobrevivem a esse processo, resultando em contaminações temporárias ou surtos localizados

É nesse ponto que a pesquisa acabou se debruçando. Na prática, o que Ponde afirma significa o seguinte: o coronavírus conseguiu saltar etapas e se transformou em um vírus tão ameaçados para os humanos.

Em universal, outros vírus precisariam de um hospedeiro “intermediário” antes de ser capaz de atingir o ser humano. O coronavírus conseguiu evoluir o necessário antes mesmo de atingir o ser humano, é o que sugere o estudo.

Por isso, o vírus não sofreu tantas alterações desde que deixaram de ser exclusivamente encontrados em morcegos, porque ele evoluiu. Já no ser humano, o maior movimento de mutação foi observado no termo de 2020.

PERFIL IMUNOLÓGICO

Se o coronavírus mudou pouco no primeiro ano de contágio, levante não é o caso quando se fala no segundo ano. Em 2021, o vírus evoluiu de forma muito mais acelerada e a resposta para isso esta no perfil imunológico da população.

É preciso entender que o maior “instinto” de um vírus é sobreviver e resistir as ameaças. Com o avanço de mais de 12 meses de pandemia, o coronavírus já havia contaminado um ressaltado número de pessoas e, com isso, acabava infectando pessoas que já haviam contraído a doença antes.

Por isso, o vírus conseguiu evoluir para “driblar” esses sistemas imunológicos. Por isso, as variantes são mais resistentes, mais letais e mais contagiantes.

Outro ponto que contribuiu para a rápida evolução do vírus foi o veste de que muitos infectados apresentavam o sistema imunológico já fragilizado, oferecendo um envolvente ideal para o vírus evoluir.

ALERTA

Uma vez que aponta o estudo, quanto mais pessoas o vírus atinge, mais rápido ele evoluiu e mais risco se gera. Com isso, é importante que cada um faça sua secção para que a vacinação consiga oferecer a necessária resistência contra o vírus.

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