Quais são as principais polêmicas envolvendo Brasileiros na Despensa da Rússia 2018?

A Despensa do Mundo da Rússia, evento mais dispendioso já realizado até hoje, foi marcada pela presença massiva dos brasileiros. Segundo dados divulgados pela FIFA, os torcedores estrangeiros que mais compraram ingressos para a Despensa foram os norte-americanos. Em segundo lugar no ranking aparecem os brasileiros, que adquiriram, nenhuma coisa mais, nenhuma coisa menos, que 72 milénio ingressos para as partidas de futebol.

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Porquê é de rotina, a torcida brasileira conquistou a atenção da mídia mundial por sua alegria contagiante, pela paixão ao futebol, pelo carnaval fora de era na Rússia, por sua fidelidade à seleção e pelas canções criadas para incentivar o time comandado por Tite e também para provocar os adversários, uma vez que, por exemplo, a versão da música “Bella Ciao”, sucesso na série “La Mansão de Papel”, que se transformou em uma provocação sobre o fracasso da seleção argentina no mundial.

Mas nem tudo tem sido sarau e alegria na participação dos brasileiros na Despensa da Rússia. Um caso que ganhou repercussão mundial e até obrigou o Ministério das Relações Internacionais do Brasil a se pronunciar oficialmente envolveu o assédio e o constrangimento causados por um grupo de torcedores brasileiros a uma mulher russa. O incidente, que gerou revolta e ganhou as redes sociais, mostra os brasileiros ensinando a russa a falar termos pejorativos e machistas, uma vez que “vagina rosa”.

Por conta deste caso de assédio, o Ministério do Interno da Rússia abriu questionário contra os brasileiros, que podem ser condenados a remunerar multas e correm o risco de serem proibidos de voltar a pisar em território russo. Eles foram denunciados por ofensa à nacionalidade e gênero, além de falta de saudação às leis da Federação Russa, humilhação e desrespeito a um cidadão russo. O caso chegou a ser sentenciado pela ONU e pelo governo brasílio.

Esse comportamento dos brasileiros levou a uma vaga de assédio contra mulheres na Rússia, causada por grupos extremistas do país, que passaram a usar os termos “buceta rosa” para estrebuchar mulheres nas redes sociais. Estes mesmos grupos nacionalistas também divulgaram postagens chamando os brasileiros e os latino-americanos de macacos e imundos.

Além dessa ocorrência, os brasileiros também fizeram mal-parecido ao agredir um repórter da Rede Orbe, depois a partida em Samara. O jornalista André Gallindo sofreu uma agressão por segmento de dois torcedores brasileiros, no dia 2 de julho. O profissional foi empurrado e ainda levou um banho de cerveja enquanto trabalhava.

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