A voz da mãe reduz a experiência de dor em bebês prematuros na UTI

O primeiro duelo que todos nós enfrentamos para viver é o parto. Para alguns, a experiência é ligeiro e praticamente indolor, mas outros sofrem com complicações, sofrem com o parto e acabam tendo uma experiência ruim. O mesmo vale para as mamães que podem ter experiências boas, ou dolorosas.

A superação deste momento envolve muitas coisas e, para algumas mulheres, pode envolver até mesmo o trabalho profissional de psicólogos e psiquiatras. Mas porquê um bebê recém-nascido supera o promanação? Ainda mais, porquê um bebê prematuro supera esse momento? O parto prematuro acarreta muitos traumas.

Em muitos casos, o parto precisa ser induzido e feito por cesárea. Envolve o trabalho de vários médicos, envolve uma série de cutucões para os quais o bebê não estava pronto. E, para completar, esse bebê deixa a bojo da mãe para ser posto em um lugar esterilizado, sem oriente contato que ele conheceu a vida toda.

Então porquê driblar isso? Porquê resolver esse problema? Uma novidade pesquisa revelou que o melhor remédio é o mais óbvio: a voz da mãe. Um estudo apontou que a voz da mãe reduz até os níveis de oxitocina observados no bebê. Além disso, a expressão de dor também foi reduzida.

O estudo foi feito em parceria com a Hospital Parini da Itália e a Universidade de Valle d’Aosta, com coordenação de uma equipe de pesquisadores da Universidade de Genebra (UNIGE). As descobertas foram divulgadas na revista Scientific Reports.

A voz do papai e da mamãe

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Apesar de até agora termos mencionado somente a voz da mãe, o estudo também revelou que a voz do pai é um grande alívio de dor aos bebês também. Para entender, tente se lembrar que por toda a gestação essas geralmente são as vozes que os bebês escutam. A mãe é geralmente quem mais tem interação com o bebê, mas quando o pai é participativo na gestação, ele também tem uma voz conhecida pelo bebê.

O promanação prematuro é um grande traumatismo. O bebê deixa o útero da mãe e é levado a uma incubadora, muitos precisam de tubos para respirar e se cevar. É originário que esses bebês se sintam assustados, tenham dor e se sintam ansioso. Os hospitais geralmente possuem sistemas para tentar minorar isso, mas muitos deixam faltar o mais importante: a presença dos pais.

A pesquisa foi encabeçada pelo professor Didier Grandjean. Foram 20 bebês observados com a participação das mães. Ao longo da internação, as mães foram colocadas em situação teste: num primeiro teste, os bebês receberam uma injeção somente com a presença silenciosa da mãe. Num segundo teste, o mesmo mas com a mãe falando. Já no terceiro teste, a mãe foi convidada a trovar.

Os médicos observaram que a experiência de dor e níveis de estresse do bebê caem de concórdia com a interação da mãe. Quanto maior a interação da mãe na experiência, menor a expressão de dor. Com isso, os pesquisadores concluíram que esses ambientes se beneficiam de instalações humanizadas. Isto é, quanto maior o contato humano entre bebê e seus pais, melhor.

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