Cientistas criam revista de sangue para detectar depressão e transtorno bipolar

Exames laboratoriais de sangue já existem há anos e fazem secção da rotina médica. Essa inclusive foi uma das maiores descobertas da comunidade médica, já que fornece a segurança do diagnóstico de dezenas de doenças. Uma simples coleta de sangue pode revelar dados inestimáveis sobre a saúde de um indivíduo.

No entanto, nem tudo se descobre através do sangue e isso, em muitos casos, se deve exclusivamente a falta de estudos sobre o objecto. Isso significa, na prática, que o leque de doenças diagnosticáveis com exames de sangue pode aumentar com o passar dos anos e já estamos observando esse movimento!

Um grupo de pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Indiana, liderados pelo professor Alexander B. Niculesc, conseguiu isolar dados suficientes para conseguir identificar apontadores de depressão, tendências suicidas e transtorno bipolar, tudo através de um simples revista de sangue.

Essa não é a primeira vez que o professor quebra paradigmas com relação a psiquiatria ao lado de seus estudantes. Sobre isso, Niculesc afirma:

Fomos pioneiros na área de medicina de precisão em psiquiatria nas últimas duas décadas, principalmente nos últimos 10 anos. Nascente estudo representa um resultado do estado da arte atual de nossos esforços (…) Isso é secção do nosso esforço para trazer a psiquiatria do século 19 para o século 21. Para ajudá-lo a se tornar uma vez que outros campos contemporâneos, uma vez que a oncologia. Em última análise, a missão é salvar e melhorar vidas

Parece dramático, mas Niculesc tem razão. A psiquiatria, infelizmente, ainda esta amarrada a muitas ideias e tecnologias dos séculos passados. O avanço, geralmente, esta mais associado a invenção de novas drogas do que, de vestimenta, em relação ao bem-estar e terapia dos pacientes.

Porquê o teste foi criado?

Em resumo: não foi fácil. Ao longo de 4 anos e envolvendo mais de 300 participantes, a equipe de Niculescu seguiu um projecto de quatro etapas para deslindar quais biomarcadores seriam importantes para o desenvolvimento de um teste de sangue para depressão e transtorno bipolar.

Em primeiro lugar, eles acompanharam um grupo de participantes do estudo por um período de tempo, avaliando as mudanças em seu humor – positivas ou negativas – e correlacionando isso com as mudanças de biomarcadores que ocorreram em seu sangue indo de um humor para o outro.

Depois de identificar alguns biomarcadores dos candidatos que mudaram de nível com as mudanças de humor, a equipe de Niculescu fez referências cruzadas e validou os biomarcadores que eles pegaram com todos os biomarcadores previamente documentados de estudos relacionados no campo.

Eles identificaram 26 biomarcadores principais que usaram em uma investigação de seguimento, onde rastrearam as alterações desses biomarcadores em uma modelo de pacientes que apresentavam depressão ou mania clinicamente grave. Após essa validação, eles usaram os biomarcadores em uma modelo dissemelhante de pacientes para testar o quão muito eles poderiam usar os marcadores para calcular o quão doente um paciente pode estar ou pode permanecer no porvir.

Posteriormente, com base em suas descobertas e na capacidade do teste de sangue do biomarcador de calcular com precisão os resultados do paciente, eles o usaram para apropriar a medicação às necessidades do paciente. Uma das preocupações do estudo foi justamente essa, já que pacientes com depressão e pacientes com transtorno bipolar frequentemente recebem diagnósticos equivocados, comprometendo anos de suas vidas em tratamentos ineficazes.

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