Porquê um defunto de 1600 anos condenou um varão a prisão

A culpa é um dos sentimentos humanos mais poderosos. Não à toa, muitos crimes e mistérios são solucionados através justamente da manipulação da culpa. Investigadores de todo o mundo são experts em acessar, sempre que possível, os sentimentos mais profundos de criminosos que não gostariam de revelar seus crimes, mas acabam sendo traídos justamente pelo sentimento de culpa.

É simples que nem todo criminoso esta preocupado com a culpa, alguns transtornos de personalidade inclusive são capazes de anula-la completamente. No entanto, nem sempre quem comete um transgressão é simplesmente uma pessoa cruel e sem coração. Algumas situações de estresse extremo podem levar pessoas a conhecerem sua pior versão – por exemplo, os crimes cometidos em legitima resguardo. Quem não estaria disposto a matar se a própria vida estivesse em risco? São situações inimagináveis que podem levar o ser humano a atitudes radicais e impensadas.

É por essa via que Peter Reyn-Bardt tenta explicar o que aconteceu com sua ex-mulher, Malika de Fernandez.

O CASAL

Malika e Peter se conheceram ainda em 1959. Os dois se envolveram muito rapidamente e, em questão de dias, estavam casados. Tudo poderia ser um raconto de fadas, mas estava longe de ser isso. Em questão de meses, o conúbio chegou ao termo e Malika voltou a sua rotina de viagens.

Malika era artista e vivia viajando, enquanto Peter trabalhava com companhias aéreas. Em 1961, Malika foi considerada desaparecida. Peter logo se tornou um dos principais suspeitos, mas não haviam provas de que ele tivesse feito um tanto contra a ex-mulher, tampouco um corpo que provasse ter havido um transgressão.

Somente 20 anos depois disso tudo é que um corpo foi localizado próximo a morada de Peter. Ele foi levado a prestar testemunho e confrontado, com pouquíssimas informações, acabou confessando ter matado Malika. Peter afirmou que a ex-mulher o havia procurado, exigindo moeda e ameaçando que contaria ao mundo que ele era um varão gay. Naquele período, a homossexualidade era considerada transgressão na Inglaterra.

“Algo apenas ferveu dentro de mim”, ele se lembrou. No testemunho, Peter alega que perdeu a cabeça quando foi ameaçado e agiu por impulso. Ele ainda admitiu que esquartejou o corpo da ex-mulher e tentou queima-lo, mas não conseguiu e então decidiu jogar seus sobras mortais em um pântano próximo de morada. “Fiquei apavorado e não conseguia pensar com nitidez. A única coisa que me veio à mente foi escondê-la”, disse.

Quando a polícia localizou, por contingência, uma cabeça humana em um pântano próximo ao imóvel de Peter, ele imediatamente imaginou que fosse a cabeça de Malika e confessou tudo sem nenhuma suplente. Acontece que o corpo encontrado não era de Malika. Na verdade, a cabeça tinha 1600 anos de idade, apesar de estar extremamente muito conservada.

COMO ISSO É POSSÍVEL?

Próximo a morada de Pete, no pântano onde ele descartou o corpo de Malika, havia uma colônia de turfeiras. A turfa é criada por meio da decomposição de matéria orgânica, principalmente de materiais vegetais, porquê musgo. Quando o musgo esfagno, em pessoal, se acumula em pântanos o suficiente para formar um pântano, as camadas de turfa formam ácidos que são incrivelmente bons na preservação de corpos.

Por conta disso, a cabeça de 1600 anos poderia ser uma cabeça de poucas décadas. Por isso, quando os sobras mortais foram encontrados, a polícia suspeitou de um transgressão relativamente recente. Quando o interceptação de dados apontou que Pete morava ali e havia sido considerado suspeito de um possível transgressão, onde faltava unicamente um corpo porquê evidência, a polícia teve certeza de que havia solucionado o transgressão.

A culpa de Pete falou mais cima. Se ele tivesse rejeitado o transgressão, ou permanecido em silêncio, os exames de laboratório confirmariam que os sobras mortais eram de séculos atrás. No entanto, Pete, em qualquer nível de si mesmo, precisava revelar. Ele acabou sentenciado pela morte da ex-mulher, mas o corpo de Malika não foi encontrado.

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