Estudo sugere que 150 anos é idade máxima provável aos seres humanos

Ao longo das décadas e séculos passados, a história mostra que os seres humanos variaram bastante em sua média de idades. Em períodos medievais, por exemplo, os indivíduos que chegavam aos 40 anos já eram considerados idosos. Da mesma forma, durante períodos de surto, porquê a peste negra, a média de idade era baixíssima. Estudos ainda falham em estabelecer a média de idade de povos indígenas, por exemplo.

Uma das coisas que é consensual, nesse ponto, é que boas condições de vida resultam em mais tempo de vida. Estilos de vida saudável, portanto, tem impacto direto e é por isso que as pessoas podem viver mais em alguns países e menos em outros. Isto é, a composição humana não muda, o que muda são fatores sociais, porquê cultura, política, economia, etc.

Sempre havia uma certa questão por trás dessa teoria de idade variável. Enfim de contas, a ciência já foi capaz de estipular a expectativa de vida média de várias espécies. Quando você adquire um cão de determinada raça, por exemplo, você já sabe quanto tempo esse pet deverá viver. É uma questão científica e agora o esforço é entender quantos anos pode um ser humano viver. A resposta é 150 anos.

A pesquisa teve seu relatório publicado na revista científica Nature e explica porquê os cientistas chegaram a esse número. A análise passou por um estudo detalhado dos passos caminhados e de celulas sanguíneas dos voluntários. Os dados foram coletados entre pessoas de várias idades, com estilos de vida diferentes e durante meses. O resultado, de negócio com os cientistas, aponta no sentido de que o ser humano não poderia viver muito mais do que 150 anos, independente do estilo de vida ou das condições enfrentadas.

O que isso significa na prática é que se um indivíduo não tolerar de doença alguma e realmente envelhecer até morrer de causas naturais, o máximo que a resiliência humana permitiria seria alcançar os 150 anos de idade. Esse oferecido pode parecer aleatório, mas oferece novas bases de pesquisa para cientistas, principalmente da área da saúde.

Ao mesmo tempo, o estudo sugere que as condições de vida exigidas para que um indivíduo fosse capaz chegar aos 150 anos são muito difíceis de serem atingidas. Seria necessário, basicamente, que a pessoa vivesse em isolamento para não percorrer riscos de acidentes e tivesse a sorte de não tolerar de nenhuma condição clínica, nenhuma comorbidade que pudesse levar a complicações de saúde.

Tudo isso equivale a expressar que o corpo humano pode estancar de resiliência para viver 150 anos, mas essa é uma marca que dificilmente seremos capazes de alcançar enquanto expectativa de vida. Atualmente, a pessoa mais velha do mundo foi a francesa Jeanne Louise Calment, que faleceu com 122 anos.

Ao mesmo tempo, os pesquisadores também ressaltam que unicamente viver mais não deve ser o objetivo universal, mas sim viver mais e com mais qualidade de vida. Exclusivamente ter uma longa vida em termos de anos não significa necessariamente que o indivíduo esta vivendo de forma plena, conforme explica também o estudo.

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