Já teve a sensação de que o tempo se distorceu quando olhou para alguém?

Na literatura internacional, em todos os períodos históricos, o paixão sempre foi manadeira de escritos profundos e muito apaixonados. A romantização do paixão nunca vem sozinha e é geral metáforas associadas ao coração, o peito e até mesmo os olhos. Quantas vezes você já leu, por exemplo, que os olhos são a janela da espírito? Ou ainda, que os olhos são as adagas da espírito? Onde existe trova, existe metáfora. Onde existe metáfora, por sua vez existirá o paixão.

No entanto, e quando a trova esta mais próxima da vida real do que você é capaz de se dar conta? Uma novidade pesquisa aponta que o tempo sofre alterações quando você se conquista o olhar de outra pessoa. Calma que as coisas não são tão complexas quanto parecem, mas definitivamente são tão incríveis quanto parecem. O estudo foi publicado na revista Cognition e explica uma vez que os cientistas chegaram nessa conclusão.

O OLHAR É REALMENTE ALGO PROFUNDO

Sabe quando você cruza o olhar com alguém? Tudo não dura mais que um segundo, mas você sente um grande desconforto. Aquele limitado segundo, de repente, parece ter sido capaz de te expor completamente. Isso se deve as partes do cérebro que você aciona ao testar esse tipo de sensação.

Para fornecer alguns insights sobre esse quebra-cabeça do olhar humano, os psicólogos Nicolas Burra e Dirk Kerzel, da Universidade de Genebra, na Suíça, recrutaram vários voluntários para ajudar em uma série de experimentos. O primeiro envolveu 22 recrutas observando uma série de animações representando 40 estranhos de rosto estóico. Essas animações estavam dividas em dois grupos: em metade, os rostos olhavam para o lado e, sem aviso, encaravam o voluntário; na outra metade, as animações começavam a cena encarando o voluntário e, de repente, virava o olhar para o lado.

Cada clipe apareceu por um período de tempo variando de 986 milissegundos a quase 1,5 segundo, uma duração equivalente aos tipos de olhares que trocamos durante as interações sociais. Tudo o que os sujeitos tinham que fazer era mandar se a imagem em movimento ficara visível por um limitado ou longo período de tempo.

“Embora os desvios de olhares não distorçam nossa percepção do tempo, descobrimos que, ao contrário, quando os olhares se cruzam, os participantes subestimam sistematicamente a duração desses contatos oculares”, diz Burra. Os resultados do primeiro experimento foram comparados com experimentos usando assuntos não sociais e fotografias estáticas de rostos, onde nenhuma diferença significativa nas estimativas de tempo pôde ser vista. “Parece que não é só um olhar, mas também um movimento”, diz Burra.

O ser humano é ensinado, desde muito cedo, a interpretar sentimentos através do olhar. Quando seus pais te olham com reprovação, quando você e seu camarada trocam olhares cúmplices, quando seu director sinaliza uma ordem… Todas são experiências comuns que exigem a leitura do olhar. No entanto, exatamente por conta disso, uma experiência inesperada pode gerar uma distorção na compreensão do tempo.

Quando o ser humano troca contato visual com outro, existe um grande uso de vigor, que pretexto sensações confusas. Não é a toa que você se sente desconfortável ao se sentir sendo observado, ou troca olhares com um ignoto sem querer.

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