O incrível caso de uma mulher que sobreviveu posteriormente ser congelada por 6 horas

No Brasil, não costumamos mourejar com invernos tão rigorosos ao ponto de se registrar neve – embora algumas exceções sejam registradas de tempos em tempos, porquê neste ano. Ainda assim, em toda estação, todos os anos, nos deparamos com notícias trágicas e lamentáveis de pessoas morrendo literalmente de insensível.

Muitas dessas mortes acabam acontecendo porque o corpo humano não foi feito para baixas temperaturas. O que acontece, muitas vezes, nesse tipo de situação é a chamada paragem cardíaca. Mas e quando uma pessoa é literalmente congelada? O que acontece nesse tipo de situação? Será que é possível sobreviver?

Jean Hilliard é um nome que boa secção dos estudantes de medicina acabam conhecendo, principalmente em países com baixas temperaturas e presença de neve. Isso porque Jean sobreviveu mesmo depois de passar 6 horas congelada, deitada em meio a neve durante um inverno rigoroso.

Caso histórico

Foi em 20 de dezembro, de 1980, que Jean estava se dirigindo a moradia de um camarada quando sofreu um acidente de coche. No meio da noite, com baixa visibilidade e convencida de que estava perto da moradia de Wally Nelson,  Jean saiu do coche e começou a caminhar em direção a moradia de Nelson. No entanto, ao contrário do que ela pensava, a distância não era tão pequena assim.

Mesmo agasalhada e se movimentando, a poucos metros da moradia de Nelson, ela finalmente cedeu e caiu no chão, desacordada. Jean passou o restante da noite ali, deitada no chão, coberta de neve. Foi somente na manhã do dia seguinte que Nelson percebeu sua presença. Desesperado, ele saiu em procura de ajuda para a amiga. Quando tentava colocar Jean no coche, ele percebeu que Jean estava com o corpo duro. Para conseguir coloca-la no coche, ele precisou transfixar o porta-malas e coloca-la na oblíquo.

Chegando ao hospital, o estado de Jean também impressionou os médicos. Segundo os profissionais descreveram na época, Jean estava tão congelada que era impossível acessar sua veia, já que a agulha não era capaz de penetrar em sua pele. “O corpo estava frio, completamente sólido, como um pedaço de carne em um congelamento profundo”, declarou o doutor George Sather na época, ao The New York Times.

Sem muita confiança em sua recuperação, os médicos usaram uma técnica de aquecimento para tentar descongela-la. Felizmente, a técnica deu manifesto e Jean foi recuperando a consciência aos poucos. Já consciente, e sem entender muito muito o que havia sucedido, Jean começou a se lamentar com pânico do que seu pai faria ao desvendar que ela havia quebrado o coche.

Mas porquê isso é possível?

Por mais impressionante que tenham sido os relatos de todas as testemunhas, é possível que Jean não tenha sido tão congelada quanto aponta a memória dos envolvidos.  Isso porque, segundo especialistas, quando as células estão literalmente congeladas, elas ficam danificadas e muitas vezes são totalmente destruídas por um estágio em que “cristalizam como gelo”. O doutor Dr. K. Alvin Merendino explicou, ao Herald-Journal, que tentar descongelar o corpo humano nesse estágio seria inútil, porque seria porquê “uma grande massa de nada”.

Jean sobreviveu graças a uma habilidade do corpo de nomear calor para os órgãos vitais, em detrimento das extremidades. Isto é, seu corpo sacrificou o calor dos braços, pernas e outras extremidades, para prometer calor ao cérebro, coração e demais órgãos vitais. O processo é muito similar ao que acontece em casos de hipotermia.

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