Pesquisa sugere origem da melancia, até hoje desconhecida

Se você sentar para conversar com qualquer botânico e perguntar a origem da melancia, provavelmente vai desvendar que a fruta veio da África. No entanto, essa é basicamente a única informação que se tem sobre a fruta. A verdade é que, pelo menos, até agora ninguém sabia de onde exatamente a fruta veio e o quanto se modificou para ser assim, uma vez que conhecemos atualmente.

Não é sigilo para ninguém que as frutas sofreram diversas modificações ao longo dos anos para se tornar aquilo que conhecemos hoje. Algumas dessas modificações foram naturais, outras sofreram interferência humana. Vestuário é que muitas coisas que conhecemos hoje da forma que conhecemos hoje, na verdade, não eram assim.

Tendo isso em mente, pode até parecer bobagem, mas a verdade é que a maioria das frutas que conhecemos já teve sua origem exaustivamente estudada. A melancia, curiosamente, não é uma delas. Você sabia que essa fruta tem um nome científico? A melancia também se labareda  Citrinus lanatus vulgaris.

Tentando mudar esse largo ignorância sobre as melancias, pesquisadores da Universidade de Munique se propuseram a estudar as origens da fruta, a termo de elucidar alguns detalhes sobre esse matéria. O que os pesquisadores descobriram é bastante interessante, tudo foi publicado na  Liceu Vernáculo de Ciências (PNAS). Uma das principais descobertas é que, ao contrário do que se pensava, a melancia sofreu potente influência de um meão sudanês. Essa invenção é interessante porque sempre achou-se que a melancia que conhecemos hoje vinha de 3 outras espécies de melão selvagem, mas localizados na África do Sul. Susanne Renner, coordenadora da pesquisa, explica que “todos pensavam que havia somente quatro espécies selvagens e que a melancia rebuçado que comemos hoje vinha da África do Sul”.

Talvez você esteja se perguntando uma vez que essas descobertas foram possíveis e a resposta é simples: sequenciamento de DNA. Os pesquisadores fizeram o mapeamento das espécies e procurou por pontos semelhantes, que apontassem um compartilhamento de genes. A pesquisa remontou a 2015, quando Guillaume Chomicki, um dos prodígios de Renner, sequenciou o DNA de todas as espécimes de melancia da África.

Chomicki, que agora é botânico da Universidade de Sheffield, no Reino Unificado, pode declarar que a teoria de que a melancia tinha origem na África do Sul foi o resultado de uma série de erros. O estudo para desvendar isso foi minucioso e muito complicado. Melancias se decompõem, não fossilizam. Sendo assim, os pesquisadores precisaram ser criativos em procura do DNA da fruta. Para fazer isso, os cientistas usaram folhas de pé de melancia fossilizadas e também sementes. A invenção desses materiais foi fundamental.

“Sabemos que melancias grandes e compridas eram comidas cruas 4.360 anos antes, presentes no Egito, graças à iconografia antiga (…) mas os desenhos são de frutas inteiras e, portanto, não podemos saber se já eram vermelhos”, explicou Chomicki. Os pesquisadores ainda continuam estudando as sementes e folhas encontradas, confiantes de que talvez consigam desvendar alguma coisa novo.

A melancia é uma das frutas mais antigas do mundo, mas o único consenso científico é de que a fruta surgiu no continente africano e depois acabou sendo exportada.

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